Anonymous, LulzSec, grupos independentes – e as versões nacionais de cada um deles – usaram artilharia pesada e nos fizeram repensar a segurança na web
Anonymous invade a PSN, da Sony: 77 milhões de usuários prejudicados
Em maio, a Sony, gigante japonesa de tecnologia, acusou o grupo craker Anonymous pelo furto de dados pessoais de 77 milhões de usuários do PlayStation Network, rede on-line do console da empresa. O episódio abalou a imagem da companhia e acarretou grandes prejuízos. Os invasores já haviam ganho notoriedade ao derrubar os sites da Visa e da Mastercard, duas operadoras de cartões de crédito. De acordo com as investigações que se seguiram, os membros do Anonymous teriam agido de forma coordenada: um grupo teria atuado para tirar o site do ar, enquanto outros crackers capturaram os dados dos usuários.
LulzSec vs. Senado americano
O site do Senado dos Estados Unidos foi crackeado durante um final de semana de junho. Um grupo autodenominado Lulz Security assumiu a responsabilidade pela invasão, e afirmou que pretendia apenas provar que o sistema de defesa das páginas eletrônicas do Congresso americano é vulnerável. Responsáveis pela segurança do site do Senado garantiram que a invasão não comprometeu a segurança da rede nem expôs informações dos congressistas.
LulzSec vs. CIA
Os crackers Lulz Security, ou LulzSec, voltaram a atacar no mês de junho. O grupo divulgou um manifesto na internet reivindicando ataques contra os sites da gigante de tecnologia Sony, da rede de TV Fox e até contra a CIA, a agência de inteligência norte-americana. Além de prejuízos, as ações causaram transtornos a milhões de usuários dos sites, que, por instantes, não puderam acessar os endereços eletrônicos atacados.
Grupo de hacker invade sites do governo brasileiro
No início de uma madrugada de junho, nova atuação do grupo de hackers LulzSecBrazil: eles invadiram os sites da presidência e do governo brasileiro. A divisão brasileira faz parte de um coletivo de hackers que realiza ataques a sites governamentais e corporativos em todo o mundo. O acesso aos sites foi normalizado em questão de algumas horas.

