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23/01 – O tamanho da tragédia e da solidariedade no Haiti
111.449 mortos. Seria como se uma cidade de porte médio desaparecesse. 193.891 feridos. 610 mil desabrigados em pelo menos 500 acampamentos. Os dados oficiais divulgados pela Ministério do Interior do Haiti, em números, tentam apontar a dimensão da tragédia, mas, assim, em contabilidade pura, ainda não oferecem a exata ideia do que ocorre pelas ruas que espelham uma das maiores catástrofes desde o tsunami na Indonésia e na Tailândia. Quem anda pela poeira que cobre toda a cidade mesmo 10 dias depois do terremoto ainda respira o dramático odor que deixaram os cadáveres e as montanhas de lixo entulhado por tijolos e ferros retorcidos. Existem ainda equipes realizando buscas, mas o Exército considera improvável haver sobreviventes.
Quem vive no País sabe que muita gente ainda está debaixo dos escombros, o que transformaria esses números em uma estatística inexata e imprecisa. Canais que cortam o centro da cidade ainda servem como esgoto improvisado para a população que passou a morar nas ruas. O olhar faminto e desolado das pessoas dispensaria os números do Ministério do Interior.
Diante da tragédia, os países procuram também contabilizar a solidariedade. Em relação ao Brasil, aviões da Força Aérea Brasileira chegaram a Porto Príncipe todos os dias. Houve até a manhã deste sábado 24 missões de apoio às vítimas do terremoto que atingiu o Haiti. Desde o dia 13 de janeiro, os aviões já chegaram com mais de 229 toneladas de carga a Porto Príncipe. Ao lado dos aviões brasileiros, um pátio lotado com ajuda de países de todo o mundo.
Os números da solidariedade também não dimensionam com exatidão o que significa, por exemplo, água. O sol na cidade continua forte. À noite, esfria. A poeira sobe em cada rua. Seria imaginável imaginar grande parte dessa população sem água para beber ou tomar banho. Nas ruas em que são feitas a distribuição de alimentos, sobram histórias de desespero e agonia. Não foram apenas bens materiais que essas pessoas perderam.
A equipe de reportagem do CECOMSAER em Porto Príncipe não encontrou até o momento um cidadão que não tenha perdido no terremoto um familiar ou um amigo próximo.
Os números não espelham a dor de uma população do tamanho da do Distrito Federal. Além de chorar seus mortos, precisam sobreviver.
Fonte: Do Enviado Especial ao Haiti, Ten Luiz Claudio
Academia da Força Aérea forma 162 novos aspirantes-a-oficial
Cento e sessenta e dois novos aspirantes-a-oficial foram formados na última sexta-feira, dia 11 de dezembro, na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP). Com a presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito e de Oficiais-Generais das três forças armadas, além do Comandante da Academia da Força Aérea Portuguesa e de autoridades de locais, os futuros oficiais da Força Aérea devolveram seus Espadins, símbolo do Cadete, e receberam as Espadas, significando o início de uma nova fase na vida dos formandos.
Durante a solenidade, o Esquadrão de Demonstração Aérea, conhecido como “Esquadrilha da Fumaça”, escreveu “Turma Kairós” no céu, uma homenagem recebida após quatro anos de intenso preparo na AFA. A escolha do nome “Kairós”, que em grego significa o “tempo não cronológico”, “tempo único”, “tempo especial”, demonstra que o período na Academia da Força foi inesquecível.
“Aqui me senti muito bem acolhido e terei boas lembranças da Academia e de todos os brasileiros”, disse o Cadete Terrero, da República Dominicana, um dos oito estrangeiros que se formaram lado a lado com os brasileiros em um esforço para estabelecer laços de amizade e troca de experiências. A turma Kairós incluia ainda cadetes do Peru, Bolívia, Venezuela e Panamá. Outro destaque foi a presença feminina: 19 mulheres se formaram neste ano na Academia da Força Aérea, sendo quatro aviadoras. Ao todo, a turma era composta por 113 Aviadores, 35 Intendentes e 14 Infantes que agora seguem para organizações militares de todo o país.
Em seu discurso, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, ressaltou a importância da responsabilidade dos aspirantes-a-oficial da Força Aérea. “Honrem o azul da aeronáutica nas mais simples ações”, disse. O Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito ressaltou ainda os cinco valores aprendidos na Academia da Força Aérea: Coragem, Honra, Lealdade, Pátria e Dever. Em mensagem, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou que o esforço desses jovens fazem um “Brasil forte, coeso e soberano”.
A partir de agora teremos o blog do especialista.
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Poleto